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24/11/2016

Como e feita a classificação do Guia Michelin?

Esta é uma pergunta que parece não ter uma resposta muito clara dado ao secretismo que, ainda persiste em torno daquela que é considerada a maior distinção que um restaurante pode receber.

“As estrelas não são dadas a um chef” começa falando Michael Ellis, diretor internacional do Guia Michelin, à revista Vanity Fair. Encarregado de supervisionar todo o seu conteúdo editorial e atribuição das estrelas, Ellis esclarece melhor esta distinção. “Não é como um Oscar, não é uma coisa física. No fundo é uma opinião. É um reconhecimento.”

Mas quem é que faz a avaliação dos restaurantes que merecem ou não este reconhecimento? De acordo com a publicação norte-americana, este é um trabalho executado por uma equipe de inspetores anônimos que passam a vida a viajando e visitando diversos estabelecimentos. Por semana estão incumbidos de fazer duas refeições diárias em restaurantes que serão avaliados posteriormente e de forma meticulosa.

“Nós ficamos eufóricos quando encontramos uma nova estrela ou quando voltamos a um restaurante com uma estrela que pode estar a caminho da segunda ou da terceira. Isso é algo que ainda nos entusiasma”, revela uma inspetora anónima à revista.

Para se ser um inspetor da Michelin são necessárias várias semanas de treino onde lhes são passados uma série de ensinamentos que são guardados a sete chaves. Regra geral, grande parte dos profissionais que se tornam inspetores sempre mantiveram, de uma forma ou de outra, uma relação de proximidade com o mundo gastronômico.

“É necessário ter-se uma personalidade independente. É preciso aprender a trabalhar sozinho e em equipe. É preciso que não exista desconforto em se jantar sozinho. Eu acho que, na maior parte do tempo, os inspetores vivem num estado de paranóia permanente. É esse o seu trabalho: serem a CIA mas com boa comida”, diz a mesma fonte.

Ao fazerem a avaliação dos restaurantes, existem diversos fatores que influenciam na escolha e futura inclusão no famoso guia, como é o caso da qualidade da comida e a vibe do restaurante. “As estrelas são atribuídas por aquilo que está no prato. O restaurante, não tem de estar inserido num ambiente sofisticado”, conclui.

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