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24/11/2016

Como surgiu o Guia Michelin?

A Michelin, considerada uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, foi fundada em 1889 por dois irmãos, Édouard e André Michelin. Depois de 12 anos com as portas abertas, os empresários traçaram uma estratégia que lhes permitisse fomentar a compra de automóveis na França e assim a aumentar a sua clientela. Foi com isto em mente que nasceu o Guia Michelin, que incluía dicas úteis para os motoristas franceses que diariamente circulavam nas estradas.

O famoso livro de capa azul, que no ano de lançamento foi distribuído a 35 mil franceses, incluía informações diversas como e onde encontrar as oficinas, hóteis, restaurantes, WC’s e postos de gasolinas mais próximos.

Após alcançar outros países, nos anos 20 os irmãos Michelin decidiram não só passar a cobrar pelo Guia como fizeram a algumas alterações a nível de conteúdo. Reza a história que os empresários decidiram começar a cobrar pelo livro após visitarem uma oficina que os utilizava como suportes de bancos, diz o site ‘Beyond’.

Uma das primeiras alterações foi a adoção das famosas Estrelas Michelin, um sistema de classificação de restaurantes que permitia ao viajante distinguir as diferentes recomendações gastronómicas incluídas no guia. Outra delas, implementada em 1931, foi a alteração da cor do guia que passou de azul para o atual vermelho.

Os estabelecimentos com uma estrela Michelin, a primeira a ser criada indicavam ao viajante que estavam perante um ‘restaurante muito bom’, os com duas indicavam que se trata de um estabelecimento com ‘cozinha excelente que merece uma parada’ e o de três considerado os mais importantes, indicava que se tratava de um restaurante com ‘cozinha excepcional e que valia uma visita especial’. Só a partir de 1936 é que os irmãos decidiram alterar esta classificação para as duas e três estrelas, sendo que o seu significado permanece igual até aos dias de hoje.

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