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25/10/2016

Café: da Etiópia para mundo

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo todo. Só no Brasil foram consumidas mais de 17 milhões de sacas de café em 2007. Mas até chegar aqui, o café nem sempre foi o mais desejado. No início, até o ano 1.000 d.C., o café, que é originário da Etiópia, era usado como um estimulante somente para alimentar os rebanhos durante as longas viagens.

Conta uma lenda que um dia um pastor da Absínia (atual Etiópia), chamado Kaldi, resolveu levar até um monge conhecido seu, o fruto de uma planta que deixava o rebanho alegre e disposto quando a ingeriam. O monge intrigado resolveu experimentar uma infusão daqueles frutos amarelo-avermelhados e percebeu que realmente a infusão dos frutos lhe ajudava a ficar mais tempo acordado durante suas meditações. A partir daí o fruto começou a ser utilizado como alimento cru e estimulante.

Se essa história é verdadeira, não se sabe, mas o fato é que o café começou a ser cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yêmen, Península Arábica. E então foi levado até Constantinopla pelo Império Otomano, local onde foi fundada a primeira cafeteria do mundo, chamada de Kiva Han. No século XIV, quando chegou ao continente europeu, o café era chamado de "vinho da Arábia" pois os árabes lhe chamavam de qahwa, que em sua língua significa "vinho". Já o café torrado do jeito que tomamos hoje só surgiu no século XVI.

Foi muito fácil a entrada do café no universo árabe, um dos motivos é pela religião não permitir o consumo de bebidas alcoólicas, então o café passou a ser consumido até mesmo nos cultos religiosos. Com isso, foram surgindo locais especializados em servir a bebida, principalmente na cidade de Meca.

Até o século XVIII o café era considerado uma preciosidade pelos árabes que sabiam de seu potencial, que eram os únicos que cultivavam a planta e dominavam a produção da bebida. Depois o café percorreu a Europa e chegou à América do Norte, para então ficar conhecido em todo o mundo. No Brasil, a bebida caiu no gosto da população e o país se tornou o maior produtor mundial e o segundo maior consumidor de café.

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