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01/07/2016

O vinho certo para acompanhar um bom risoto

Se existe um prato que pode servir às ocasiões simples e também às sofisticadas, esse é o risoto. Por ser de fácil preparo, com ingredientes não muito caros e trazer uma certa dose de sofisticação, é companheiro ideal para jantares rápidos ou para celebrações mais importantes.

O risoto é um prato de origem italiana, especialmente do norte do país, na região da Lombardia, onde a primeira receita data do século 11. Seu nome significa “arrozinho” e a receita básica leva cebolas, arroz arbóreo, vinho branco e manteiga.

Se pensarmos no risoto apenas com esses ingredientes, não há dúvida de que o vinho ideal para acompanha-lo será um branco leve. Mas o prato é tão versátil que na sua elaboração podemos utilizar vários ingredientes para incrementá-lo: carne vermelha, carne branca, frutos do mar, legumes e até frutas.

Vou dar algumas dicas de harmonização entre vinhos e vários tipos de risoto:

Risoto à milanesa: nessas receitas o açafrão é o diferencial. Para acompanhar esse ingrediente aromático, tente um tinto leve, um pinot noir, um Dolcetto D’Alba (Itália) ou um merlot jovem do Brasil.

Risoto com queijo brie: pensando no queijo como ingrediente principal, a aposta aqui é um vinho branco de mais corpo, com passagem por madeira de preferência. Que tal tentar um chardonnay da Califórnia ou chileno? Um vinho branco do Douro (Portugal) também seria uma ótima pedida.

Risoto de frutos do mar: mexilhões, vôngoles, lulas e polvo são companheiros muito interessantes para um risoto. Para essa refrescante combinação, sugiro um vinho Verde, do norte de Portugal, que pelo seu frescor vai combinar perfeitamente. Mas você pode tentar também um chardonnay sem madeira, como os brasileiros, argentinos e chilenos. Se quiser gastar mais um pouco, aposte num chablis, vinho francês da região da Borgonha, feito exclusivamente com a chardonnay.

Risoto com carnes vermelhas: em casa fazemos risoto com carnes frequentemente, seja carne seca, linguiça ou mesmo com as sobras do churrasco. Essas opções pedem um tinto de mais corpo, como um marselan brasileiro, um malbec argentino não muito tânico ou um carmenère chileno.

Risoto de aspargos com presunto cru: um tinto de boa acidez vai conseguir harmonizar bem com o aspargo, um ingrediente que pode ser difícil. No dia que testei a receita, o risoto foi muito bem com um pinot noir da Patagônia, mas um chianti, vinho italiano da Toscana, também é uma boa opção.

Por Érika Mesquita.

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