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02/09/2015

Porque as pessoas gostam de pimenta?

 Os que não apreciam muitas vezes não resistem à tentação de experimentar e, não raras as vezes, se arrependem e os grandes adeptos querem sempre mais uma gotinha.

Quando você come algo picante, a reação é imediata. No entanto, o pimenta não entra no rol dos sentidos (amargo, doce, ácido, salgado e umami). A sensação que se tem na língua é originada pela capsaicina, um composto químico. E o componente ativo que dá às malaguetas, por exemplo, a sua potência.

Quando a capsaicina entra em contato com a língua, os noci-recetores presentes neste órgão respondem da mesma forma do que quando estimulados pelo calor de uma chama, enviando uma mensagem ao cérebro: a língua está ardendo. A sua boca parece estar em fogo porque o seu cérebro acha que de fato está.

Mas não pense que os apreciadores de pimenta são completamente masoquistas. Segundo a Bustle, assim que uma pessoa começa a sentir o calor intenso e a dor que se segue à primeira dentada numa malagueta, o cérebro liberta endorfinas para ajudar a bloquear a dor e também dopamina, a percursora natural da adrenalina, que desperta um sentimento de euforia. Ou seja, as pessoas toleram a dor, porque sabem que é uma questão de tempo até a dopamina ser liberada.

No entanto, por não estarem habituados a pimentas fortes, os europeus têm mais dificuldade em suportar essa senssação. Um exemplo de molho picante impróprio para habitantes do Velho Continente é o Duele Sabroso, um molho caseiro do restaurante mexicano Pistola y Corazon taqueria, classificado com o nível seis (o máximo do restaurante) e que vem com o aviso no menu: se não está habituado a molhos extremamente picantes, não prove este.

O melhor é não arriscar. A sensação de euforia pode não compensar.

Pelo Observador.

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