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08/07/2015

Cerveja de pinhão sustentável

Você já ouviu falar em cerveja de pinhão? E em cerveja de pinhão sustentável? Se ainda não teve a oportunidade de experimentá-la agora é o momento. Ela acaba de chegar ao mercado nacional e pretende surpreender com uma mistura sabores que tem tudo a ver com o inverno.

“A cerveja possui grande complexidade de aromas e sabores que passam do adocicado do mel e do malte, para o amadeirado do pinhão e o levemente amargo”, explica Pedro Reis, da cervejaria Insana. Segundo ele as opções de harmonização são variadas. “Por conta da dinâmica dos sabores dessa cerveja ela pode acompanhar os três momentos de uma refeição”.

De acordo com Reis, é possível harmonizá-la com uma entrada de queijos salgados e fortes como parmesão e gorgonzola. Para pratos principais ela combina com carnes intensas como faisão e na sobremesa complementa muito bem um crème brûlée. Para inovar na sobremesa também é possível usar a cerveja para o preparo de caldas para acompanhar sorvetes ou caramelizar frutas. “Além disso, ela possui 8,5% de álcool então são sabores intensos que combinam com os dias frios de inverno”, conclui Pedro Reis. 

Mas e por que sustentável?

Todo o pinhão utilizado na cerveja foi produzido de acordo com padrões sustentáveis que protegem a Floresta com Araucárias, ecossistema associado à Mata Atlântica e que possui menos de 3% da sua cobertura original. Além disso, a bebida é produzida sazonalmente, apenas quando a extração do pinhão é autorizada. Para 2015 foram envasadas 45 mil garrafas. Cerca de 800 kg de pinhão proveniente do planalto serrano de Santa Catarina foram utilizados na cerveja, que passou por cinco anos de testes antes de se tornar realidade.

Para garantir que o pinhão utilizado havia sido extraído da forma correta, sem prejudicar o meio ambiente, a Insana fez uma parceria com o Araucária+, iniciativa desenvolvida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e pela Fundação CERTI e que objetiva proteger e gerar valor para a Floresta com Araucárias, incentivando produtores de pinhão e erva-mate a adotarem um padrão sustentável de produção.

Dentre as medidas sustentáveis está a retirada do gado, caso tenham, da área vinculada à produção sustentável, pois o pisoteio desses animais prejudica o crescimento de novas plantas, impedindo a regeneração da floresta. Os proprietários também se comprometem a não realizar queimadas nem utilizar agrotóxicos para controle de sub-bosque, por exemplo. “Essas ações têm como objetivo reduzir os impactos gerados nas áreas de floresta nativa, contribuindo para a sustentabilidade da cadeia”, explica Guilherme Karam, coordenador de estratégias de conservação da Fundação Grupo Boticário. Além dessas ações, o coordenador ressalta também um cuidado a ser observado durante a coleta do pinhão: “os produtores não podem extrair as pinhas verdes e devem deixar 20% delas nos pinheiros para não prejudicar a disponibilidade desse alimento para aves e roedores, além de permitir a regeneração natural da espécie”. 

Sobre a Fundação Grupo Boticário: a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.436 projetos de 482 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. 
http://www.fundacaogrupoboticario.org.br 

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