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05/05/2015

Rótulos de vinhos.

Lendo rótulos de vinhos ou mesmo alguma crítica em revistas ou sites especializados nos deparamos com alguns termos técnicos que podem nos confundir na hora da compra. Será que um vinho que passou por “fermentação malolática” é melhor do que aquele que não passou? Afinal de contas, o que significa isso? 

Hoje falo sobre alguns desses termos técnicos, com o objetivo de ajudar você na compra das futuras garrafas.

Amadurecimento: período em que o vinho ganha equilíbrio entre seus vários elementos. Pode acontecer em barricas de carvalho ou em tanques de inox, dependendo do objetivo do produtor.

Autólise: termo ligado à decomposição das leveduras pelas enzimas. Em contato com a “borra” resultante dessa decomposição o vinho ganha aromas e sabores mais complexos. Os franceses chamam os vinhos que ficam um tempo em contato com as borras de “sur lie”.

Botritizado: é o vinho feito a partir de uvas atacadas por um fungo chamado botrytis cinerea. Esse fato é conhecido como “podridão nobre”, sendo necessário para elaboração de alguns vinhos doces muito famosos, como o Sauternes (França). O ataque desse fungo é benéfico, ao contrário de outros.

Chaptalização: basicamente o álcool do vinho vem da transformação do açúcar presente na uva. Se a colheita deu uvas com pouco açúcar, a vinícola pode acrescentar açúcar de cana ou de beterraba para elaborar um vinho com maior teor alcoólico. Essa prática é permitida em algumas regiões, mas alguns proíbem a prática, principalmente em regiões demarcadas e com regras mais rígidas.

Envelhecimento: é uma etapa posterior ao amadurecimento e acontece quando o vinho já está engarrafado. Em alguns países, o vinho só pode receber no rótulo a indicação de “reserva” se passar determinado tempo envelhecendo na vinícola antes de ir para o mercado.

Fermentação malolática: é diferente da fermentação alcoólica, em que os açúcares da uva são transformados em álcool. Na malolática, o ácido málico se transforma em ácido lático, que é mais suave e mais agradável ao paladar. Vinhos brancos que passam por essa fermentação ganham aquela sensação amanteigada que vemos em alguns Chardonnay, por exemplo.

Maceração carbônica: é um processo de fermentação muito utilizado no Beaujolais, vinho francês muito frutado e leve. As uvas não são esmagadas para iniciarem o processo de fermentação. O peso dos cachos de cima rompe a casca dos que estão abaixo, que passam a fermentar. Mas, nos cachos de cima, a fermentação se dá em cada grão de uva.

Tim-tim!

Po Érika Mesquita. Nutricionista. Sommelier Internacional (Fisar). Especialista em vinhos pela Wine & Spirit Education Trust.

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